Goiania / GO - quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Perguntas Pálpebras

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Cirurgia das pálpebras - Blefaroplastia

Fatores como a idade, textura da pele, distúrbios da acuidade (percepção) visual, problemas emocionais, etc., podem levar ao surgimento de marcas na região palpebral.

Quando você for examinado(a) pelo cirurgião plástico, será feita uma análise profunda para intervir somente naqueles setores que possam se beneficiar com a cirurgia.

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Muitas vezes o problema das pálpebras ocorre devido a fatores clínicos, sem indicação cirúrgica (olheiras, edemas, etc.). Outras vezes, os problemas clínicos estão associados aos cirúrgicos e, mesmo que se opere devidamente as pálpebras, ainda assim persistirá um percentual do defeito original, decorrente do distúrbio clínico associado.

A cirurgia plástica das pálpebras corrige apenas os excessos de pele, gordura e flacidez muscular do território palpebral podendo, em certos casos, melhorar o aspecto funcional, além do estético. Entretanto, não deverá ocasionarar qualquer prejuízo funcional das pálpebras, desde que a evolução pós-operatória seja normal. As perguntas mais comuns sobre essa cirurgia são:

· P: Existe uma idade ideal para se operar as pálpebras?

· R: Não existe uma idade ideal, mas sim, a oportunidade ideal. Essa oportunidade é determinada pela presença do defeito a ser corrigido e geralmente ocorre após os 30 anos.

· P: As cicatrizes são visíveis? Onde se localizam?

· R: Sendo a pele das pálpebras de espessura muito fina, as cicatrizes tendem a ficar praticamente disfarçadas nos sulcos (dobras) da pele. Entretanto, deve-se aguardar o período de maturação da cicatriz, que ocorre a partir dos três primeiros meses. Devido a sua localização, é possível disfarçá-las com uma maquiagem leve, desde os primeiros dias.

· P: Qual o tipo de anestesia?

· R: Pela extensão da cirurgia e boa qualidade dos anestésicos, a maioria dos casos é operada sob anestesia local (em alguns casos, com uma sedação prévia). Dependendo da vontade do paciente, poderá ser feita sob anestesia geral. Reserva-se essa última conduta para os casos em que clinicamente está contra-indicada a anestesia local ou quando a blefaroplastia for associada a outras cirurgias maiores.

· P: Há dor no pós-operatório?

· R: Geralmente não. Mesmo que ocorra uma sensibilidade maior ou pequenos surtos de dor, estes poderão ser plenamente aliviados com o uso de analgésicos comuns. Seu médico lhe prescreverá o que for mais indicado para o seu caso. Não se auto-medique.

· P: Os olhos ficam muito inchados? Por quanto tempo?

· R: O edema (inchaço) dos olhos varia de paciente para paciente. Existem aqueles(as) que já no 4º ou 5º dia apresentam-se com um aspecto bastante natural. Outros só irão atingir este resultado após o 8º dia. Mesmo assim, os três primeiros dias do pós-operatório são aqueles em que existem maior “inchaço” das pálpebras. O uso de óculos escuros é geralmente útil nessa fase, assim como a utilização de compressas frias, o que diminui a intensidade do edema. Somente após o 3º mês é que poderemos dizer que o edema residual é discreto.

· P: Qual o período de internação?

· R: Anestesia local: de 4 a 8 horas. Anestesia geral: até 24 horas.

· P: Quanto tempo dura a cirurgia?

· R: Normalmente cerca de 90 minutos. Dependendo do caso, existem detalhes que podem prolongar esse tempo. Entretanto, o tempo do ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois essa permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar quanto ao tempo total.

· P: O que são as "manchas roxas ou avermelhadas" observadas em certos casos?

· R: Nada mais são do que a infiltração do sangue na pele subjacente ou na conjuntiva (membrana) ocular, ocasionada pelo trauma cirúrgico. Isso, entretanto, não é considerado uma complicação, mas sim, uma intercorrência transitória e reversível.

· P: Quando atingirei o resultado definitivo?

· R: Após o 3º mês. Entretanto, logo após o 8º dia já teremos aproximadamente 25% do resultado almejado sendo que, nas 2 ou 3 semanas subseqüentes, esse percentual tende a melhorar consideravelmente.

· P: Os olhos ficarão ocluídos (cobertos) após a cirurgia?

· R: Não obrigatoriamente. Podem ser recomendadas a aplicação de compressas frias por alguns minutos, várias vezes ao dia, ato este controlado pelo(a) próprio(a) paciente como profilaxia (prevenção) do edema acentuado. Alguns cirurgiões, entretanto, preferem a oclusão (cobertura) dos olhos no pós-operatório.

· P: Afinal, o resultado compensa?

· R: Se você está ciente do que deseja e o cirurgião puder lhe propiciar aquilo que você pediu, sem dúvida compensa. Entretanto, é importante levar em consideração o fato de que a cirurgia das pálpebras não proporciona rejuvenescimento geral da face, quando executada isoladamente. Muitos pacientes esperam esse resultado (rejuvenescimento) apenas com a blefaroplastia. O cirurgião plástico apenas melhorará essa área prejudicada pelos defeitos estéticos pré-existentes. O rejuvenescimento da face implica em outros procedimentos associados à blefaroplastia. Os “pés de galinha”, mesmo que devidamente operados, não desaparecerão devido à ação do músculo orbicular (ao redor dos olhos) e à perda da elasticidade da pele remanescente.