Goiania / GO - quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Perguntas TC

 Cirurgia da calvície – Transplante capilar

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O transplante capilar (cirurgia da calvície) visa a restauração das áreas calvas com a introdução de fios de cabelo do próprio paciente. Inicia-se pela avaliação da qualidade da área doadora (região de onde serão retirados os fios), geralmente a região occipital (região posterior da cabeça, logo acima da nuca). Após a avaliação da densidade dessa área, conseguimos dar uma noção mais aproximada da extensão da área que poderá ser tratada em uma sessão (área receptora).

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O papel relevante desta ciurgia entre as cirurgias plásticas estéticas deve-se ao fato de a calvície ser facilmente reconhecida e de geralmente causar algum estigma. O paciente jamais será um “cabeludo”, mas certamente perderá o estigma de “careca” após o procedimento. Algumas perguntas são comuns nesse tipo de procedimento:

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P: O transplante capilar deixa cicatrizes?

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R: Sim, cicatrizes puntiformes (como as do furo de uma agulha) na área receptora e uma cicatriz linear (em forma de uma linha, a não ser que ocorra algum problema de cicatrização) na área doadora (extende-se desde bem próximo à região atrás da orelha, passando pela região posterior da cabeça, de um lado ao outro). A técnica permite que as cicatrizes fiquem escondidas no couro cabeludo, o que as torna pouco aparentes.

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P: Poderei escolher as áreas onde colocar os fios de cabelo?

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R: Sim. Existe a limitação de o quanto poderá ser transplantado em uma única sessão, o que vai depender da qualidade da área doadora. Áreas com maior densidade capilar proporcionam maior quantidade de unidades foliculares (conjunto formado por 1 a 4 fios de cabelo) para serem enxertadas. Cirurgião e paciente deverão estar de acordo com o resultado possível de se obter.

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P: O resultado definitivo em relação à densidade é imediato?

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R: Não. Apesar da aparência melhorada logo após a cirurgia, o cabelo transplantado sofre inicialmente um processo de queda, até que o folículo recém introduzido produza um novo cabelo que crescerá naturalmente. O período de queda geralmente dura até o 3º mês da cirurgia, quando volta a crescer e o resultado definitivo começa então a aparecer. Durante esse período, o cabelo existente nas proximidades dos fios enxertados podem também passar por uma fase de queda, voltando a crescer após esse período. O resultado definitivo só acontece após 9 a 12 meses, quando o cabelo cresce e começa a aparecer, mas existem pacientes que atingem o resultado definitivo um pouco antes, assim como outros que ultrapassam este período.

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P: Como ficará minha cabeça após a cirurgia?

R: Nas áreas transplantadas, além de vermelhidão, haverá a formação de pequenas crostas (casquinhas). Haverá também edema (inchaço) em toda a região operada, bem como na testa, ao redor dos olhos e na face, que aumentam até o 3º dia e depois começam a regredir. Eventualmente poderão aparecer equimoses (arroxeados) nessas áreas. A persistência ou não do edema transitório por um período mais longo que o normal não interfere no resultado final.  

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P: Sofro de queda de cabelo. A cirurgia estética alivia esse sintoma?

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R: Os cabelos transplantados, por serem de áreas que não são sensíveis aos hormônios que causam a queda do cabelo, não sofrerão queda e crescerão normalmente. A percepção de queda a partir das áreas operadas deve-se ao fato de os cabelos que ali estavam, antes da cirurgia, continuarem sensíveis aos hormônios e, portanto, propensos à queda. Existem tratamentos clínicos que podem retardar e até paralisar essa queda. Converse com seu cirurgião a respeito das possibilidades para o seu caso.

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P: Por quanto tempo persiste o resultado obtido?

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R: O resultado do transplante capilar é duradouro. Ainda assim, após alguns anos, poderão ocorrer algumas alterações (como as descritas acima) que tornem necessárias outras etapas no tratamento cirúrgico da calvície.

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P: O transplante capilar é um procedimento livre de complicações?

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R: O transplante capilar é freqüentemente um procedimento seguro que raramente determina alguma complicação séria. Entretanto, sendo um procedimento cirúrgico e por envolver a cicatrização, ocasionalmente poderão ocorrer intercorrências na evolução. Felizmente esses casos  imprevistos são passíveis de pequenas correções posteriores, realizadas através de revisões cirúrgicas que objetivam o resultado planejado. O surgimento de foliculite (inflamação do folículo piloso) na área receptora é comum e geralmente tratado com a ruptura da pele sobre o folículo. Qualquer dúvida a respeito de uma possível complicação pós-operatória será prontamente esclarecida pelo seu cirurgião.

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P: Qual o tipo de anestesia que se utiliza nesta cirurgia?

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R: Geralmente a anestesia local com sedação, podendo-se optar pela geral em casos selecionados.

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P: Quanto tempo demora o ato cirúrgico?

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R: Aproximadamente 5 a 6 horas. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois essa permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá informar-lhe melhor quanto ao tempo total.

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P: Qual o tempo de internação?

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R: Varia de acordo com o tipo de anestesia utilizada e com a recuperação do paciente. Geralmente de 6 horas a 1 dia de internação, sempre visando seu maior conforto e segurança.

P: Ouvi dizer que a cirurgia pode sangrar nos primeiros dias. Isso é verdade?

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R: Existe um pequeno sangramento que é normal nas primeiras 24 horas, formando crostas na área receptora e, no máximo, sujar bem pouco a fronha do travesseiro na área doadora no pós- operatório.

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P: São utilizados curativos?

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R: Não. Atualmente não se utiliza curativo nas cirurgias de transplante capilar.

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P: Há dor no pós-operatório?

R: Raramente. O transplante capilar apresenta um período pós-operatório bastante confortável. Episódios isolados de dor são tratados com os analgésicos prescritos.

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P: Há perigo nessa cirurgia?

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R: Raramente esse tipo de cirurgia determina algum tipo de complicação mais séria. Isso  deve-se ao fato da preparação conveniente de cada paciente para o ato cirúrgico.

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P: Em que posição deverei dormir nos primeiros dias?

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R: Mantenha a cabeça levemente elevada do leito com o uso de travesseiros. A face deverá ficar voltada para cima sempre que possível.

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P: Quando poderei tomar sol?

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R: Na presença de equimoses (arroxeados), a exposição solar pode deixar marcas definitivas. Assim, a exposição solar direta só deverá ser experimentada após o 3º mês de pós-operatório. As exposições antes desse período deverão ser apenas momentâneas, somente quando necessárias e com o uso de boné.

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P: Ficarei com “cabelo de boneca”?

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R: Não. A técnica utilizada atualmente baseia-se na confecção de microenxertos de unidades foliculares, ou seja, de minúsculas unidades que podem conter de 1 a 4 fios de cabelo, sendo que os de 1 e 2 fios são utilizados na região anterior do cabelo (parte da frente, próxima à testa), para conferir mais naturalidade, e os de 3 e 4 fios nas regiões mais posteriores, para dar mais densidade ao cabelo.

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P: Qual a evolução pós-operatória?

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R: Você não deve se esquecer que, até que se atinja o resultado final, diversas fases evolutivas são características desse tipo de cirurgia. O edema (inchaço) e a equimose (arroxeado ao redor dos olhos) podem ser comuns a todos pacientes nos primeiros dias. Não se preocupe. Dê tempo ao seu organismo, que se encarregará de dissipar todos esses pequenos transtornos que porventura durem até o 15º dia. Lembre-se que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser transmitida ao seu cirurgião plástico, que tem plenas condições de sanar suas dúvidas, mantendo sua tranqüilidade no pós-operatório. Tenha paciência, pois nenhum resultado de cirurgia deverá ser avaliado antes de 6 meses de pós-operatório.

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P: Para finalizar: o resultado da cirurgia da calvície compensa?

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R: Sim, claro, desde que seja algo que você deseja. O transplante capilar habitualmente proporciona grandes satisfações. Cada caso é analisado individualmente na 1ª consulta na qual são esclarecidas todas as dúvidas, e expostas as possibilidades para o seu tratamento. Dependendo do estado pré-operatório a da extensão das áreas calvas, sessões complementares poderão ser necessárias para a obtenção do melhor resultado.

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